Tremor

2016 | BANGBANG art gallery | curadoria de Andreia César

A exigência de uma fração de mundo mais profunda, de uma realidade sensível, rica e prodigiosa, que nos faça estremecer perante uma obra, pontua esta mostra individual de Henrique Vieira Ribeiro.

Tremor trata a experiência extrema, de simultânea inquietação e prazer, que a arte potencia: a condição da visibilidade, passível à indução de um estado de alma, no qual todos os movimentos sejam suspensos, em que a mente esteja tão completamente cheia do seu objeto que não consiga articular a sua assombrosa estranheza. O conjunto de obras apresentadas evidencia-se assim, embora de uma forma muito díspar, no domínio da tradição das representações trágicas, cuja marcada reverberação sobre o espectador Edmund Burke designou por sublime[1].

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Andreia César 2016