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Revelação…ou o testemunho de uma ausência anunciada

2012, gelatina e prata sobre papel & jato de tinta s/ papel de algodão, dimensões variadas.
Provas únicas

O propósito deste trabalho consiste numa abordagem ao espaço físico/temporal. As imagens representam um determinado momento no tempo, em que não nos é sugerido qualquer indício da sua origem, nem tampouco do que sucederá posteriormente. Apenas o instante em que foram registadas conta, é essa a única informação disponível. Estas composições estão também despojadas de referência geográfica, deixando ao imaginário individual as ligações que possam despoletar. A escolha dos enquadramentos define as formas com o intuito de captar a força que as mesmas transmitem, dando lugar a um olhar que alterna entre o dentro e o fora,

o próximo e o distante, como um foco que se ajusta à medida que capta diferentes motivos de interesse. O sujeito que regista estes momentos pode significar a figura do observador virgem, para o qual o ambiente que o rodeia representa uma total novidade, tomando contato pela primeira vez com aspetos e pormenores à partida despercebidos ao comum habitante. Paradoxalmente, estas personagens, os habitantes, cuja presença física passa completamente despercebida nesta observação, são o veículo de construção destes “acidentes”, não havendo contudo necessidade de um registo figurado para se sentir a sua omnipresença.